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Por que algumas semijoias podem causar alergia? Entenda a reação aos metais

Foto do escritor: rosadisaron
rosadisaron
6 de mai.
5 min de leitura

Atualizado: 30 de ago.

Uso de semijoias e possível alergia de contato aos metais


Coceira, vermelhidão ou irritação depois de usar um brinco, anel, colar ou pulseira são queixas relativamente comuns. Às vezes, a mesma pessoa usa determinadas peças sem problema e apresenta reação com outras.


Mas isso não significa necessariamente que toda reação seja uma alergia — e também não é correto concluir que o problema está simplesmente na “sensibilidade da pele”.


Uma das possíveis causas é a dermatite alérgica de contato, uma reação do sistema imunológico desencadeada pelo contato da pele com uma substância à qual a pessoa se tornou sensibilizada.


No caso das joias e acessórios metálicos, um dos principais metais envolvidos é o níquel.

Entender essa diferença ajuda a escolher acessórios com mais informação e, principalmente, a saber quando uma reação na pele merece avaliação médica.




A alergia ao níquel é uma causa frequente de dermatite alérgica de contato.


Depois que uma pessoa se torna sensibilizada ao metal, o contato pode provocar sintomas na região exposta, como:

  • coceira;

  • vermelhidão;

  • ressecamento ou descamação;

  • irritação;

  • pequenas elevações na pele;

  • e, em alguns casos, bolhas.


Brincos e piercings são exemplos clássicos de exposição, mas o níquel também pode estar presente em outros objetos metálicos do cotidiano.


A American Academy of Dermatology (AAD) aponta o níquel como uma das causas mais comuns de dermatite alérgica de contato e recomenda evitar o contato com o metal quando a alergia é conhecida.



Alergia e irritação são a mesma coisa?


Não.

Essa diferença é importante porque uma vermelhidão causada por uma peça não permite, sozinha, concluir que a pessoa tenha alergia ao metal.


A dermatite alérgica de contato envolve uma resposta imunológica a uma substância específica.


Já uma dermatite irritativa pode acontecer sem que exista uma alergia. Atrito, produtos de limpeza, sabonetes e umidade retida junto à pele são alguns fatores que podem contribuir para irritação.


Por isso, apenas observar que determinada peça provocou desconforto não identifica necessariamente a causa.

Quando as reações são recorrentes ou importantes, a avaliação de um dermatologista é a maneira mais adequada de investigar o problema.



Por que uma peça causa reação e outra não?


A composição dos metais pode variar bastante entre diferentes acessórios.


Uma pessoa sensibilizada ao níquel, por exemplo, pode apresentar reação quando uma peça libera quantidade suficiente desse metal em contato com sua pele e não apresentar o mesmo problema com outra composição.


O revestimento da peça também pode interferir nesse contato.

Enquanto o revestimento permanece íntegro, ele pode funcionar como uma barreira entre a pele e determinados metais presentes na estrutura da peça. Com desgaste, riscos ou perda desse revestimento, essa exposição pode mudar.


Mas isso não significa que simplesmente ter um banho mais espesso ou uma peça mais cara garanta ausência de alergia.


Para quem possui alergia conhecida, saber a composição e evitar o alérgeno identificado é mais importante do que confiar apenas no preço, aparência ou descrição comercial da peça.




Sim.

A dermatite alérgica de contato depende de sensibilização.


Isso significa que uma pessoa pode ter contato anterior com determinada substância sem perceber sintomas e desenvolver uma resposta alérgica posteriormente.


Segundo a Mayo Clinic, depois que a alergia ao níquel se desenvolve, a sensibilidade tende a persistir, e novos contatos com o metal podem desencadear reação.


Por isso, a frase “sempre usei e nunca tive alergia” não elimina a possibilidade de sensibilização futura.

Esse termo merece atenção.


No uso comercial, “hipoalergênico” geralmente pretende indicar um produto formulado ou produzido para apresentar menor probabilidade de provocar reação alérgica.

Mas hipoalergênico não significa incapaz de causar alergia.


Pessoas diferentes podem ser sensibilizadas a substâncias diferentes.


Por isso, quem já sabe que possui alergia a determinado metal deve procurar informações mais específicas sobre a composição da peça, em vez de depender somente da palavra “hipoalergênico”.



O banho da semijoia protege contra alergia?


O revestimento metálico pode reduzir o contato direto da pele com o metal que está por baixo enquanto essa barreira estiver íntegra.

Entretanto, semijoias estão sujeitas a desgaste durante o uso.


Atrito e exposição a determinados produtos e condições podem contribuir para a deterioração do acabamento ao longo do tempo.


Por isso, os cuidados de conservação continuam importantes.

No nosso guia Como cuidar das semijoias e aumentar sua durabilidade, explicamos como limpeza, armazenamento e hábitos de uso interferem na conservação das peças.


Mas é importante separar as duas coisas:

conservar melhor uma semijoia não é um tratamento para alergia.

Se existe uma alergia diagnosticada a determinado metal, a principal medida é evitar o contato com o agente responsável.



Quais materiais uma pessoa com alergia ao níquel deve procurar?


Não existe uma única resposta adequada para todas as pessoas, porque primeiro é preciso saber qual substância está provocando a reação.


Para quem possui alergia ao níquel confirmada, a orientação é procurar peças livres desse metal ou materiais apropriados para essa condição.


A American Academy of Dermatology cita alternativas como determinados tipos de aço inoxidável adequado, ouro amarelo de maior pureza, prata esterlina e platina, entre outras opções, ao orientar pessoas com alergia ao níquel.


Mesmo assim, vale verificar a composição real do produto.

Termos comerciais, cor dourada ou aparência de determinado metal não são suficientes para identificar tudo o que existe na peça.



O que fazer se uma semijoia provocar coceira ou vermelhidão?


Se uma peça estiver provocando reação, interrompa o contato com ela.


Evite continuar usando o acessório apenas para testar se a pele “se acostuma”.

Se a reação for persistente, recorrente, extensa ou apresentar sintomas importantes, procure avaliação médica.


Um dermatologista pode investigar se existe dermatite alérgica de contato e quais substâncias podem estar envolvidas.


Em algumas situações, pode ser indicado o teste de contato, também chamado patch test.

Nesse exame, pequenas quantidades de possíveis alérgenos são aplicadas de maneira controlada na pele e avaliadas posteriormente para verificar se ocorre reação.


O teste deve ser indicado e interpretado por profissional habilitado.



Nem toda reação significa que a semijoia é “ruim”


Também é importante evitar a conclusão oposta.

Uma reação em determinada pessoa não prova, isoladamente, que uma peça seja de baixa qualidade.


Alergia depende da interação entre a substância presente e a sensibilização daquela pessoa.

Ao mesmo tempo, fabricantes e marcas precisam conhecer os materiais utilizados e fornecer informações confiáveis sobre seus produtos.


Para o consumidor, procedência, composição conhecida, conservação adequada e atenção às próprias reações são critérios mais úteis do que simplesmente associar preço alto a segurança.



Informação também faz parte da escolha


Uma semijoia precisa ser bonita, ter bom acabamento e apresentar durabilidade compatível com sua proposta.

Mas, quando existe histórico de reação a metais, a escolha precisa considerar também a saúde da pele.


Se você já apresentou coceira, vermelhidão ou outras reações repetidas ao utilizar acessórios, não tente descobrir a causa apenas trocando sucessivamente de peças.


Identificar corretamente o agente responsável é muito mais útil do que procurar uma semijoia que simplesmente prometa “não dar alergia”.


A Rosa di Saron entende que informação sobre materiais e cuidados também faz parte de uma relação responsável com quem usa semijoias.


E, quando o assunto deixa de ser conservação da peça e passa a envolver uma reação da pele, a avaliação de um profissional de saúde é o caminho adequado.

 
 
 

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