top of page

Como falar com cliente no WhatsApp pela primeira vez: exemplos para começar a conversa

Foto do escritor: rosadisaron
rosadisaron
15 de abr.
7 min de leitura

Atualizado: 30 de ago.

Primeira abordagem de cliente de semijoias pelo WhatsApp
A forma como a conversa começa pode definir se o cliente responde — ou ignora sua mensagem.

Falar com uma cliente pelo WhatsApp parece simples até chegar a hora de escrever a primeira mensagem.


Você abre a conversa, pensa no que dizer e surge a dúvida:

“Como começo sem parecer insistente?”


Não existe uma mensagem perfeita que funcione para todas as situações.

Uma pessoa que pediu informações sobre uma peça deve receber uma abordagem diferente daquela que respondeu a um Story. E uma cliente antiga não precisa ser tratada como alguém com quem você nunca conversou.


O princípio mais útil é simples: dê contexto para a mensagem e facilite a resposta.


Neste guia, vamos ver exemplos de como fazer isso de forma natural.



1. Antes de escrever, entenda por que você está entrando em contato


Uma boa primeira mensagem começa antes de você digitar.


Pergunte:

Por que estou falando com essa pessoa?


Pode ser porque ela:

  • pediu informações;

  • demonstrou interesse em uma peça;

  • respondeu a uma publicação;

  • foi indicada por outra cliente;

  • já comprou de você anteriormente;

  • é uma conhecida para quem você gostaria de apresentar seu trabalho.


Quanto mais claro estiver o motivo do contato, mais fácil será escrever uma mensagem que faça sentido para quem recebe.


Compare:

Sem contexto:

Oi, tudo bem?

Não existe nada errado com a educação da mensagem. O problema é que a pessoa ainda não sabe por que você entrou em contato.


Agora:

Com contexto:

Oi, Ana! Vi que você gostou daquele colar que mostrei. Tenho mais dois modelos nesse estilo. Quer que eu te mostre?

A cliente já entende o motivo da conversa e consegue responder facilmente.



2. Quando a cliente pediu informações sobre uma peça


Essa é uma das situações mais simples porque a própria cliente iniciou o interesse.

Não é necessário criar suspense nem utilizar uma técnica complicada.

Se ela perguntou o preço:

Oi, Ana! Esse colar está R$89. Ele é bem delicado e fica próximo ao colo. Se quiser, posso te mandar uma foto dele no corpo para você visualizar melhor o tamanho.

Você respondeu à pergunta primeiro e depois ofereceu uma informação que pode ajudá-la.

Evite responder apenas:

R$89.

O preço é importante, mas talvez não seja a única dúvida da cliente.


Por outro lado, também não precisa transformar uma pergunta simples em cinco parágrafos de venda.

Responda o que ela perguntou e facilite o próximo passo.



3. Quando alguém respondeu ao seu Story ou Status


Aqui você já tem um contexto natural para conversar.

Se a pessoa reagiu a uma peça:

Oi, Paula! Vi que você gostou desse brinco 😊 Ele está disponível. Quer que eu te mostre como fica na orelha?

Ou:

Esse modelo que você curtiu chegou agora. Tenho ele e mais duas opções parecidas. Quer ver?

Perceba que a mensagem não exige que a cliente compre.


Ela simplesmente continua uma interação que já começou.

Isso é diferente de mandar uma oferta sem nenhum contexto para alguém que não demonstrou interesse.



4. Quando uma cliente indica outra pessoa


Uma indicação ajuda a contextualizar a abordagem, mas isso não significa que a pessoa indicada já queira comprar.

Por isso, mencione a origem do contato com naturalidade.


Por exemplo:

Oi, Carla! Tudo bem? A Juliana comentou comigo que você gosta de semijoias mais delicadas e disse que eu poderia falar com você. Trabalho com alguns modelos nesse estilo. Se quiser, posso te mostrar algumas opções.

A expressão “se quiser” deixa espaço para a pessoa decidir.

Evite começar como se a indicação já fosse uma autorização para vender:

A Juliana me passou seu número. Tenho várias peças para você comprar.

Indicação abre uma porta.

Não garante uma venda.



5. Quando você quer apresentar as semijoias para uma conhecida


Essa situação exige mais cuidado porque a pessoa não pediu informações.

Se você conhece alguém e acredita que ela possa ter interesse, seja transparente sobre o motivo do contato.


Por exemplo:

Oi, Mari! Comecei a trabalhar com semijoias e lembrei de você porque chegaram alguns brincos bem delicados, que têm bastante a ver com o seu estilo. Posso te mostrar dois modelos?

Ou:

Oi, Lu! Estou trabalhando com semijoias e comecei a montar meu grupo de clientes. Se você gostar, posso te mandar algumas novidades de vez em quando.

A ideia não é esconder que existe uma intenção comercial.

É apresentá-la sem transformar a conversa em pressão.



6. Quando você quer falar novamente com uma cliente antiga


Se a pessoa já comprou de você, existe histórico.

Use isso.


Em vez de:

Oi, temos novidades!

você pode contextualizar:

Oi, Ana! Lembrei daquele brinco pequeno que você levou comigo. Chegaram alguns modelos novos nessa mesma linha e achei que poderiam combinar com você. Quer que eu te mostre?

Isso é muito diferente de enviar a mesma mensagem para toda a lista de contatos.

Você está usando uma informação real da relação com aquela cliente.


Mas só faça esse tipo de personalização quando realmente souber a preferência dela. Não invente intimidade para tentar vender.



7. E quando a pessoa visualiza e não responde?


Visualização não significa necessariamente rejeição.

A pessoa pode estar trabalhando, dirigindo, estudando, atendendo alguém ou simplesmente ter decidido responder depois.


Por isso, não transforme uma mensagem visualizada em uma sequência imediata:

Oi? Viu minha mensagem? Ainda tem interesse? Posso separar?

Isso tende a aumentar a pressão.


Dependendo do contexto, pode fazer sentido retomar a conversa posteriormente, principalmente se havia uma negociação em andamento.


Por exemplo:

Oi, Ana! Passando só para saber se você ainda quer que eu deixe aquele modelo separado. Se não quiser mais, sem problema 😊

A mensagem tem uma finalidade concreta e também permite que a cliente diga não.


Se não houver resposta novamente, normalmente é melhor encerrar aquela abordagem do que continuar insistindo.



8. Não tente criar urgência que não existe


Frases como:

Última oportunidade!
Vai acabar!
Só consigo segurar agora!

podem fazer sentido quando forem verdadeiras.


Se existe realmente uma última unidade ou uma condição que termina naquele dia, informe isso claramente.

Mas inventar escassez para acelerar uma decisão prejudica a confiança.


Uma alternativa simples quando há pouca disponibilidade é:

Tenho uma unidade disponível desse modelo. Se você quiser, consigo separar para você até amanhã.

Desde que essa seja realmente a condição.



9. Faça perguntas que ajudem a escolher


Existe diferença entre perguntar para compreender e interrogar a cliente.


Você não precisa enviar uma sequência:

Qual seu estilo? Quanto quer gastar? Prefere dourado? Gosta de pedra? Quer brinco ou colar?

Comece pelo que é relevante naquele momento.


Se ela disser que procura um presente:

Claro. Você procura algo mais delicado ou uma peça que apareça mais?

Se procura brincos:

Você costuma usar brincos pequenos ou gosta de modelos maiores?

Se estiver em dúvida entre duas peças:

Para usar no dia a dia, eu iria no primeiro. O segundo chama um pouco mais de atenção. Qual combina mais com o que você procura?

Perguntas simples ajudam a reduzir opções e tornam o atendimento mais útil.



10. Não mande o catálogo inteiro quando duas opções resolvem


Quando uma cliente diz:

Quero um colar delicado.

é tentador mandar vinte fotografias.


Mas você pode começar selecionando poucas opções:

Separei três que combinam com o que você descreveu. Vou te mandar.

Se nenhuma funcionar, você procura outras.


Isso transforma a revendedora em alguém que ajuda a escolher, em vez de apenas despejar produtos na conversa.



11. Como passar da conversa para a venda


Uma conversa agradável não precisa ficar indefinidamente sem direção.

Quando a cliente demonstra preferência, facilite a decisão.


Se ela escolheu uma peça:

Esse está disponível. Quer que eu separe para você?

Se perguntou como pagar:

Posso te explicar as formas de pagamento e você vê qual fica melhor.

Se está entre dois modelos:

Se quiser, posso deixar os dois separados para você comparar pessoalmente.

O objetivo não é pressionar.


É deixar claro qual é o próximo passo.



12. Alguns exemplos de mensagens que eu evitaria

“Oi, tudo bem?”


Não é errado, mas sozinho não explica o contato.


Melhor:

Oi, Ana! Tudo bem? Vi que você gostou daquele colar que postei. Quer que eu te mostre os detalhes?

“Tenho novidades. Quer ver?”


Pode funcionar com clientes que já conhecem seu trabalho, mas continua bastante genérico.


Melhor:

Oi, Ana! Chegaram alguns brincos pequenos parecidos com aquele modelo que você levou. Quer ver?

“Aproveita porque está acabando!”


Evite se não houver escassez real.


Melhor:

Tenho uma unidade disponível desse modelo. Se você quiser, posso separar para você.

“Você sumiu. Não quer mais?”


Pode soar como cobrança.


Melhor:

Oi! Só confirmando se ainda quer que eu deixe essa peça separada. Se mudou de ideia, sem problema.


13. Um roteiro simples para lembrar


Você não precisa decorar dezenas de scripts.


Antes de enviar uma mensagem, pense em quatro coisas:

Contexto → motivo → ajuda → próximo passo


Por exemplo:

Contexto: ela respondeu ao Story.

Motivo: gostou de um colar.Ajuda: mostrar como fica no corpo.

Próximo passo: perguntar se quer ver.


A mensagem praticamente se escreve sozinha:

Oi, Ana! Vi que você gostou daquele colar. Tenho ele disponível e posso te mostrar uma foto no corpo para você ter uma ideia melhor do tamanho. Quer ver?

Não existe uma frase mágica.

Existe uma conversa que faz sentido para aquela situação.


Se você ainda está começando na revenda, vale entender também como escolher o modelo de trabalho, organizar as primeiras vendas e encontrar as primeiras clientes. Veja nosso guia Como começar a vender semijoias do zero.



A primeira mensagem não precisa vender


A função da primeira mensagem é iniciar uma conversa clara o suficiente para que a cliente saiba por que você entrou em contato e possa decidir se quer continuar.


Depois disso, seu trabalho é ouvir, responder dúvidas, apresentar opções e facilitar a decisão.


Algumas pessoas comprarão.

Outras não.


E isso faz parte da venda.


Em vez de procurar um texto capaz de convencer qualquer pessoa, desenvolva uma abordagem que seja clara, respeitosa e fácil de responder.


No longo prazo, uma cliente que se sente bem atendida vale mais do que uma conversa conduzida pela insistência.

 
 
 

Comentários


bottom of page